Proteção contra ransomware: por que o backup virou o primeiro alvo no Brasil

Em setembro de 2026, os ataques de ransomware caíram no mundo e cresceram no Brasil. O país subiu para a 3ª posição entre os que têm mais vítimas, e a proteção contra ransomware passou a ser uma discussão de negócio, não apenas de TI.
Neste artigo, reunimos os dados mais recentes sobre o cenário brasileiro e explicamos por que os criminosos passaram a mirar primeiro as cópias de segurança. Também mostramos como estruturar uma defesa em camadas, a partir do storage.
Ransomware no Brasil em 2026: o que os números mostram
Os dados da plataforma Ransomware.live, divulgados mensalmente pela Cohesity, acompanham as vítimas publicadas pelos grupos criminosos em seus sites de vazamento. Em 2026, o Brasil entrou de vez no radar:
- Junho: o Brasil apareceu pela primeira vez no top 10, já na 3ª posição, com 23 vítimas (TI Inside).
- Setembro: o total de vítimas no mundo caiu de 1.212 para 881. O Brasil foi na direção oposta, passou de 27 para 31 casos e voltou ao 3º lugar. Foi o único, entre os oito países mais atacados, a registrar alta (Inforchannel).
Esses números consideram apenas as vítimas divulgadas publicamente pelos criminosos. Empresas que negociam em silêncio ou resolvem o incidente sem exposição não entram na conta, então o total real tende a ser maior.
Segundo a Cohesity, a entrada do Brasil entre os principais alvos pode refletir um foco deliberado em países com menor maturidade na resposta a incidentes.
Quanto custa um incidente de segurança no Brasil
O relatório Cost of a Data Breach 2026, da IBM, divulgado em outubro, mostra que o custo médio de uma violação de dados no Brasil chegou a R$ 7,44 milhões. É o maior valor da série histórica e representa alta de 3,5% em relação ao ano anterior (Canaltech).
| Setor | Custo médio por violação no Brasil (2026) |
|---|---|
| Saúde | R$ 12,55 milhões |
| Tecnologia | R$ 8,96 milhões |
| Serviços | R$ 8,63 milhões |
| Média geral | R$ 7,44 milhões |
O número inclui todo tipo de violação de dados, não apenas ransomware. Mas dá a dimensão do que está em jogo quando um ataque atinge a operação: parada, recuperação, investigação, multas e danos à reputação.
Por que o backup virou o primeiro alvo
Durante anos, o backup foi a resposta padrão ao ransomware: se os dados forem criptografados, basta restaurar a cópia. Os grupos criminosos entenderam isso e mudaram a estratégia. Hoje, em um ataque de ransomware em empresas, os invasores procuram e destroem as cópias de segurança antes de criptografar a produção.
Uma pesquisa da Sophos com 2.974 profissionais de TI de empresas atingidas por ransomware, realizada em 2024, mostrou que os criminosos tentaram comprometer o backup em 94% dos ataques. Em 57% dessas tentativas, conseguiram (Sophos).
A diferença no resultado é grande:
| Indicador | Backup comprometido | Backup preservado |
|---|---|---|
| Empresas que pagaram o resgate | 67% | 36% |
| Custo mediano de recuperação | US$ 3 milhões | US$ 375 mil |
| Recuperaram a operação em até uma semana | 26% | 46% |
Com o backup comprometido, o custo de recuperação foi cerca de oito vezes maior e a chance de pagar o resgate quase dobrou. Ou seja: ter backup não basta. É preciso garantir que ele sobreviva ao ataque.
Proteção contra ransomware em camadas
Nenhuma ferramenta isolada resolve o problema. Uma estratégia eficaz combina detecção rápida, cópias que não podem ser alteradas e um processo de recuperação testado.
- Detecção no próprio storage. O IBM FlashSystem, com o FlashCore Module, analisa cada operação de leitura e gravação em busca de comportamento anômalo. Segundo a IBM, a detecção de ransomware acontece em até 60 segundos, no nível de bloco, antes que o ataque se espalhe.
- Cópias imutáveis e isoladas. O recurso Safeguarded Copy cria cópias logicamente isoladas da produção, que não podem ser alteradas nem apagadas por erro, ação maliciosa ou ransomware. Mesmo que o invasor obtenha credenciais administrativas, essas cópias permanecem intactas.
- Orquestração da recuperação. O IBM Storage Defender combina os sinais do storage com sensores de IA em máquinas virtuais, sistemas de arquivos e bancos de dados. Ele identifica a cópia confiável mais recente e permite validá-la em um ambiente isolado antes de voltar à produção.
- Continuidade e Disaster Recovery. Para ambientes críticos, a proteção inclui replicação para outro site e um plano de recuperação validado. Em ambientes IBM i, o iMagem AD, desenvolvido pela AMM e homologado pela IBM, atende inclusive versões legadas a partir do V5R4.
- Processo e pessoas. Tecnologia sem plano não funciona sob pressão. É preciso definir responsáveis, testar a restauração periodicamente e saber exatamente o que fazer nas primeiras horas de um incidente.
Erros comuns que deixam o backup vulnerável
- Manter as cópias de segurança acessíveis pelas mesmas credenciais da produção.
- Nunca testar a restauração e descobrir falhas apenas durante um ataque.
- Ter um plano de Disaster Recovery apenas no papel, sem simulação.
- Guardar todas as cópias no mesmo ambiente, sem isolamento lógico ou físico.
- Depender apenas de antivírus e firewall, sem monitorar o comportamento dos dados.
Checklist: sua empresa está protegida contra ransomware?
- Existe detecção de comportamento anômalo no nível do storage?
- As cópias de segurança são imutáveis e isoladas da produção?
- A restauração foi testada nos últimos meses, com tempo medido?
- Há um plano de resposta a incidentes com responsáveis definidos?
- Os sistemas críticos têm replicação para outro site?
- A sua equipe sabe qual é a cópia confiável mais recente em caso de ataque?
Perguntas frequentes sobre proteção contra ransomware
O que é ransomware?
É um tipo de ataque em que criminosos criptografam ou roubam os dados de uma empresa e exigem pagamento para devolvê-los ou não divulgá-los.
Ter backup é suficiente para se proteger?
Não. Os criminosos tentam comprometer o backup na grande maioria dos ataques. A proteção depende de cópias imutáveis, isoladas da produção e com restauração testada.
O que é backup imutável?
É uma cópia de segurança que não pode ser alterada nem apagada durante o período de retenção definido, nem mesmo por um usuário com privilégios administrativos.
Quanto tempo leva a recuperação de dados após ransomware?
Depende do estado das cópias de segurança. Na pesquisa da Sophos, 46% das empresas com backup preservado retomaram a operação em até uma semana, contra 26% das que tiveram o backup comprometido.
Vale a pena pagar o resgate?
Pagar não garante a devolução dos dados nem impede um novo ataque. A melhor forma de não depender dessa decisão é ter cópias íntegras e um processo de recuperação pronto.
O ransomware não espera a sua empresa estar pronta
Com o Brasil entre os países mais atacados e o custo de um incidente em nível recorde, a proteção contra ransomware precisa começar antes do ataque, na camada onde os dados vivem.
Há 28 anos, a AMM Solutions protege operações que não podem parar. Como parceira IBM, desenha arquiteturas com IBM Storage FlashSystem e IBM Storage Defender sob medida para cada ambiente, com suporte 24x7x365.
Se você quer saber se o seu ambiente resistiria a um ataque, entre em contato com a nossa equipe.
Fontes
- Inforchannel: Na contramão global, ataques de ransomware cresceram em setembro no Brasil (09/10/2026)
- TI Inside: Brasil entra na lista dos 10 países com mais ataques ransomware (14/07/2026)
- Canaltech: Custo de violação de dados bate recorde no Brasil e chega a R$ 7,44 milhões (15/10/2026)
- Sophos: The impact of compromised backups on ransomware outcomes
- IBM: Maximize the power of your lines of defense with IBM Storage FlashSystem and IBM Storage Defender


